09 janeiro 2006

Impotencia

Quando já não há nada a dizer... o silêncio diz tudo!

07 janeiro 2006

A Noite

No silêncio da paz
A Noite invade-me a alma...
Mas eu continuo capaz,
De manter custosamente a calma!

E pela noite dentro
Surgem-me pensamentos
Mas não quero ser o centro
De certos desalentos

Eu continuo embrulhada
Na sua eternidade
sinto-me cansada
De tanta efemeridade

Já começa a amanhecer
A noite vai-se recolhendo
Para o sol aparecer
E eu enfim, vou escrevendo...

De repente
Eu consegui
Estava impaciente...
Mas adormeci!!!

Incerteza

Eu só queria a verdade
dos teus sentimentos
Queria que tivesses vontade
Que eu lêsse os teus pensamentos

Porque não és mais sincero?
Ou pelo menos mais frontal?
A única coisa que eu quero...
É que não me deixes ficar mal!

Deixas-me confusa
talvez até atrapalhada
Nesta tumultuosa terra lusa
Onde todos temos a vida contada!

Mas já não tenho medo,
Tempo sempre superar
O que não é nenhum segredo
E não me vou deixar derrotar!!!

Compreensivamente incompreendida

Já não sei o que sinto
Muito menos o que quero
Mas numa coisa não minto..
O meu destino é severo

Sinto um vazio
Capaz de me asfixiar...
Sinto-me como um rio
Impedido de desaguar!

A noite cai lentamente
Mas o sono, longe está...
Tenho que olhar em frente
Porque do meu futuro ninguém tratará...

Queria encontrar alguém
que me compreendesse
Queria encontrar também...
Algo que me detesse!

Estou revoltada,
Pois não consigo perceber
A longa caminhada
Que sei que tenho que percorrer

O tempo passa
E eu continuo inerte..
É o que o destino traça
E a minha vida inverte!

É quase de madrugada
Mas não consigo dormir
Porquê esta temporada
Da qual não consigo fugir?

Gera-se assim uma grande confusão
Na minha mente obscura...
Será confusão ou paixão
Que há muito nela perdura?